O uso de drones no Brasil tem ganhado cada vez mais relevância, especialmente no contexto militar. Diferentemente de outros países que já possuem drones de combate, as Forças Armadas brasileiras utilizam drones militares apenas para monitoramento e reconhecimento. Atualmente, o Brasil conta com sete modelos de drones, todos destinados a missões de vigilância, e nenhum deles é adaptado para combates diretos. A tecnologia, no entanto, tem sido um importante aliado nas operações militares, oferecendo novas capacidades de monitoramento e apoio estratégico. Neste artigo, vamos explorar os principais drones utilizados pelo Brasil e discutir o futuro da tecnologia militar no país.
Atualmente, a Força Aérea Brasileira (FAB) utiliza alguns dos drones mais avançados para missões de vigilância e reconhecimento. Entre os modelos mais conhecidos está o Hermes 900, fabricado em Israel. Com uma autonomia de até 36 horas e uma capacidade de operar a altitudes de até 9.144 metros, esse drone é utilizado em diversas operações, incluindo resgates em situações de emergência. Sua velocidade máxima de 220 km/h torna-o eficiente em missões de longo alcance. Outro modelo importante para a FAB é o Heron-1, também de origem israelense, que possui autonomia de 45 horas e pode atingir altitudes de até 9.144 metros, sendo muito eficaz em condições climáticas adversas.
A Marinha Brasileira, por sua vez, tem investido em drones militares para melhorar o monitoramento das águas territoriais e apoiar operações navais. Entre os principais modelos utilizados está o ScanEagle, um drone de fabricação norte-americana. Este equipamento tem autonomia de 20 horas e pode operar a altitudes de até 5.943 metros, atingindo uma velocidade máxima de 148 km/h. Já o Hórus FT-100, um drone de fabricação nacional, é utilizado pela Marinha para missões específicas, com autonomia de 40 minutos e uma capacidade de operar a 1.219 metros de altitude. Esses drones desempenham um papel crucial na segurança das fronteiras e no monitoramento de atividades no litoral brasileiro.
Outro modelo que merece destaque é o Nauru 1000C, fabricado no Brasil. Embora atualmente seja usado para monitoramento, ele tem potencial para ser adaptado para a guerra, caso seja modificado para carregar mísseis. Isso colocaria o Brasil no grupo de países que já utilizam drones de combate, o que inclui mais de 50 nações ao redor do mundo. Este drone, com autonomia de 10 horas e uma velocidade máxima de 112 km/h, poderia se tornar um ponto de inflexão na forma como o Brasil gerencia sua segurança nacional, especialmente em um cenário global de crescente uso de drones militares.
No entanto, vale ressaltar que, embora o Brasil tenha avançado significativamente no uso de drones de monitoramento, o país ainda está em fase de testes para a adaptação de drones de combate. O Exército Brasileiro tem planos de desenvolver seu próprio drone de combate até o ano de 2027, com testes iniciando ainda em 2025. A ideia é adaptar modelos já existentes para funções mais específicas de ataque e defesa, o que colocaria o Brasil em uma posição mais competitiva em relação a outras nações que já fazem uso de drones militares armados.
Os drones usados pelas Forças Armadas brasileiras não se limitam apenas a missões de vigilância e monitoramento. Muitos deles também desempenham um papel crucial na orientação de outras aeronaves, como parte de operações mais complexas de condução de tiro. Isso significa que, embora o Brasil ainda não possua drones de combate, seus drones de monitoramento já estão sendo usados para maximizar a eficiência de outras forças armadas, como a aviação de combate. Esse tipo de cooperação tecnológica é vital para o sucesso de operações militares em solo e no ar.
A crescente utilização de drones militares no Brasil também reflete uma tendência global. Países como os Estados Unidos, China, Rússia e Israel têm investido fortemente no desenvolvimento de drones de combate. No entanto, o Brasil ainda está focado em drones de monitoramento, seguindo uma estratégia mais cautelosa em relação à adoção de tecnologias militares avançadas. A falta de drones de combate no Brasil pode ser vista como uma limitação no campo da defesa, mas também como uma oportunidade para o país investir em novos modelos de equipamentos e tecnologias nos próximos anos.
Em um cenário de incerteza política e militar no Brasil e no mundo, o uso de drones militares pode ser um divisor de águas. A tecnologia de drones oferece muitas vantagens, como a redução de riscos para os militares e a capacidade de realizar missões complexas sem a necessidade de colocar em risco vidas humanas. Para o Brasil, a aquisição e o desenvolvimento de drones de combate pode representar não apenas uma melhoria na segurança nacional, mas também uma maior inserção no mercado global de defesa. As perspectivas para os próximos anos indicam que o Brasil está no caminho certo para se tornar uma potência em tecnologia de drones militares.
O futuro dos drones militares no Brasil parece promissor, com o país investindo cada vez mais em inovação tecnológica para atender às suas necessidades de segurança. O uso de drones para monitoramento, reconhecimento e, futuramente, para combate, pode transformar a maneira como o Brasil se posiciona no cenário militar internacional. A adaptação e o desenvolvimento de novos modelos são essenciais para garantir que o Brasil se mantenha competitivo e capaz de lidar com as ameaças do futuro. A evolução do uso de drones militares no Brasil é uma prova de como a tecnologia pode redefinir a guerra moderna, oferecendo novas possibilidades para a defesa nacional.
Autor: Sergei Asimov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital