Rebeca Andrade faz história e alcança terceiro ouro mundial no salto

Redação Record Brasil
Por Redação Record Brasil 5 Min de leitura

Rebeca Andrade voltou a colocar o Brasil no topo da ginástica artística mundial em uma das provas mais exigentes da modalidade. No sábado, 24 de outubro de 2026, a brasileira venceu a final do salto sobre a mesa no Campeonato Mundial realizado em Roterdã, na Holanda, e alcançou o terceiro título mundial de sua carreira no aparelho. A vitória confirmou uma marca histórica para o esporte brasileiro e reforçou a posição da atleta entre os grandes nomes da ginástica internacional.

De acordo com a Agência Brasil, Rebeca obteve média de 14,466 pontos na decisão. As norte-americanas Claire Pease e Skye Blakely completaram o pódio, com as medalhas de prata e bronze, respectivamente. O resultado foi construído em uma final de alto nível técnico, na qual a brasileira voltou a demonstrar precisão, potência e controle na execução dos movimentos.

Marca histórica no salto sobre a mesa

O título conquistado em Roterdã levou Rebeca Andrade a igualar um recorde que pertencia exclusivamente à chinesa Cheng Fei. Antes da brasileira, Cheng havia sido a única ginasta a conquistar três títulos mundiais no salto sobre a mesa, entre 2005 e 2007. Rebeca agora divide esse lugar de destaque ao lado da atleta chinesa, em uma trajetória que reúne conquistas em diferentes fases da carreira.

A brasileira já havia vencido a prova nos Mundiais de 2021, realizado no Japão, e de 2023, disputado na Bélgica. O novo ouro foi obtido depois de um intervalo de três anos sem subir ao pódio mundial da especialidade. A retomada torna o resultado ainda mais significativo, porque mostra a capacidade de Rebeca de retornar ao primeiro lugar em uma prova na qual pequenas diferenças de execução podem alterar completamente a classificação.

Os resultados oficiais do evento, publicados pela plataforma World Gymnastics, confirmam a liderança da brasileira na final do salto, com a nota de 14,466. A mesma página registra que Rebeca também havia terminado a fase classificatória na primeira posição do aparelho, com 14,533 pontos, sinal de que chegou à decisão como uma das principais favoritas ao título.

De Guarulhos para o topo da ginástica mundial

Natural de Guarulhos, na Grande São Paulo, Rebeca Andrade ampliou em Roterdã o total de medalhas conquistadas em Campeonatos Mundiais. Segundo a Agência Brasil, a atleta chegou a dez pódios na competição, sendo quatro medalhas de ouro. A coleção inclui resultados expressivos em diferentes aparelhos e também no individual geral, consolidando uma presença brasileira constante nas disputas mais importantes da modalidade.

A trajetória da ginasta ganhou projeção internacional especialmente a partir dos resultados obtidos nos grandes eventos do ciclo olímpico. O desempenho no salto, porém, ocupa um espaço particular nessa história. A prova exige velocidade na corrida, impulsão suficiente para superar a mesa, domínio corporal durante a fase aérea e uma aterrissagem estável. Em uma final mundial, a margem para erros é mínima e a regularidade se torna decisiva para a conquista da medalha.

Além do valor individual, a vitória contribui para ampliar o reconhecimento da ginástica artística brasileira no cenário internacional. O país já havia construído uma geração competitiva com atletas capazes de disputar finais e medalhas em campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos. Rebeca, contudo, passou a ocupar uma posição histórica ao transformar resultados isolados em uma sequência de conquistas que se estende por diferentes temporadas.

Brasil entre as referências da modalidade

A programação do Mundial de Roterdã foi realizada entre 17 e 25 de outubro de 2026, no Rotterdam Ahoy. A competição reuniu as principais ginastas do mundo em finais por aparelho e em outras disputas do programa oficial. Nos registros gerais do campeonato, o Brasil também apareceu no quadro de medalhas com o ouro de Rebeca no salto e o bronze de Flávia Saraiva na trave, resultado que reforçou a presença do país entre as equipes competitivas do torneio.

O tricampeonato de Rebeca Andrade não representa apenas a repetição de uma conquista. Ele estabelece uma igualdade histórica com Cheng Fei e transforma a brasileira na segunda ginasta a alcançar três títulos mundiais no salto sobre a mesa. Ao mesmo tempo, o resultado amplia o patrimônio esportivo do Brasil e confirma que a atleta de Guarulhos segue produzindo marcas relevantes em uma das modalidades de maior dificuldade técnica do esporte.

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