Consórcio ou financiamento? Tiago Oliva Schietti comenta os fatores que pesam na escolha

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Diante das mudanças que o mercado de crédito brasileiro vem enfrentando nos últimos anos, comparar consórcio e financiamento se tornou uma dúvida recorrente entre quem planeja adquirir um bem ou investir em um projeto. O empresário Tiago Oliva Schietti elucida que a escolha entre as duas modalidades depende menos de preferência pessoal e mais do perfil financeiro de quem está decidindo. Enquanto o financiamento oferece acesso imediato ao bem mediante pagamento de juros, o consórcio propõe um caminho mais gradual, baseado em planejamento e paciência.

Ambas as modalidades atendem a objetivos semelhantes, como a aquisição de imóveis, veículos ou serviços, mas seguem lógicas financeiras distintas. Compreender essas diferenças evita decisões precipitadas e ajuda o consumidor a alinhar a escolha ao próprio momento de vida. Fatores como urgência, disponibilidade de renda e tolerância a prazos mais longos costumam pesar diretamente nessa decisão.

Por que o consórcio costuma ter custos mais baixos que o financiamento?

No financiamento, a instituição financeira empresta o valor total do bem e cobra juros compostos ao longo de todo o contrato, o que eleva significativamente o custo final. Como evidencia Tiago Oliva Schietti, o consórcio, por não envolver empréstimo de recursos de terceiros, dispensa a cobrança de juros no sentido tradicional. Os custos do consorciado se resumem à taxa de administração, ao fundo de reserva e, em alguns casos, a seguros contratados.

Estruturalmente, essa diferença explica por que o custo efetivo total do consórcio tende a ser mais baixo do que o do financiamento em prazos equivalentes. Ainda assim, é importante considerar o tempo necessário até a contemplação, já que esse fator também influencia o custo real de oportunidade da escolha. Assim, analisar prazos e taxas de forma conjunta oferece uma visão mais completa da comparação entre as duas modalidades.

Quando o consórcio pode ser mais vantajoso que o financiamento?

O consórcio tende a ser mais vantajoso para quem não precisa do bem de forma imediata e valoriza um custo total mais baixo ao longo do tempo. Esse cenário costuma favorecer quem já possui planejamento financeiro estruturado e consegue conciliar as parcelas mensais com outros compromissos. Situações de compra programada, como a aquisição futura de um imóvel ou veículo, se encaixam bem nessa lógica.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Empreendedores que buscam ampliar a estrutura de um negócio sem recorrer a empréstimos com juros elevados também costumam considerar o consórcio uma alternativa interessante, informa Tiago Oliva Schietti. Nesses casos, o prazo mais longo até a contemplação é compensado pela redução expressiva no custo total da operação. Avaliar o fluxo de caixa disponível ajuda a confirmar se esse formato realmente se encaixa na realidade financeira do interessado.

Quando o financiamento tradicional pode fazer mais sentido

O financiamento se mostra mais adequado quando existe necessidade imediata do bem, sem possibilidade de aguardar o processo de contemplação de um grupo. Tal como frisa o empresário Tiago Oliva Schietti, urgência e previsibilidade de prazo são os principais fatores que costumam pesar a favor dessa modalidade. Situações como a substituição de um veículo essencial para o trabalho ilustram bem esse tipo de necessidade.

Apesar dos juros mais altos, o financiamento oferece a vantagem de disponibilizar o bem de forma praticamente imediata após a aprovação do crédito. Para quem tem renda comprometida com prazos rígidos de pagamento, essa previsibilidade pode compensar o custo adicional. Comparar taxas entre diferentes instituições financeiras continua sendo recomendável antes de fechar qualquer contrato de financiamento.

Impacto no orçamento mensal: consórcio exige planejamento diferente

Ao ingressar em um consórcio, o participante assume um compromisso mensal fixo, mas sem a garantia de quando exatamente a contemplação vai ocorrer. Esse formato exige disciplina financeira e uma visão de médio a longo prazo, diferente da lógica mais imediata do financiamento. Planejar o orçamento mensal, considerando esse compromisso, evita desequilíbrios financeiros ao longo da vigência do grupo.

Diferente do financiamento, cujas parcelas costumam refletir diretamente o valor do bem financiado, o consórcio permite ajustar o planejamento conforme o perfil de cada grupo e modalidade. Grupos com prazos mais longos tendem a ter parcelas menores, o que pode facilitar o encaixe no orçamento familiar ou empresarial. O empresário Tiago Oliva Schietti finaliza, salientando que avaliar esse equilíbrio entre valor da parcela e prazo total é essencial antes de aderir a qualquer grupo de consórcio.

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