Guilherme Campos, sendo empresário e desenvolvedor imobiliário, atua em um setor no qual planejamento e execução precisam estar cada vez mais conectados. Na construção civil, ferramentas digitais como o BIM, sigla para Building Information Modeling, vêm sendo utilizadas para integrar informações de diferentes etapas de um empreendimento.
A metodologia permite reunir dados de projeto em um ambiente digital, facilitando a coordenação entre diferentes áreas antes e durante a execução. No Brasil, órgãos públicos também vêm ampliando sua adoção. Em setembro de 2026, por exemplo, a Prefeitura de São Paulo estabeleceu novas diretrizes para utilizar BIM no planejamento, contratação e execução de obras.
O projeto deixa de ser apenas um desenho
Em modelos tradicionais, informações de arquitetura, estruturas e instalações podem ser produzidas separadamente. Quando essas informações não são devidamente coordenadas, problemas de compatibilidade podem aparecer apenas durante a execução.
O BIM procura reduzir essa fragmentação ao concentrar informações em modelos digitais que podem ser consultados e atualizados pelas equipes envolvidas. Em vista disso, Guilherme Campos elucida que o governo federal destaca que a metodologia favorece a integração entre planejamento, projeto, contratação, execução e gestão durante o ciclo de vida dos empreendimentos.
A consequência é uma mudança na maneira de planejar. Antes de uma decisão chegar ao canteiro, diferentes possibilidades podem ser analisadas digitalmente, permitindo identificar determinadas incompatibilidades com antecedência.
Informação também ajuda a controlar riscos
Um empreendimento imobiliário envolve decisões sobre custos, prazos, materiais e etapas de execução. Quanto maior a quantidade de variáveis, maior a necessidade de organizar as informações utilizadas para tomar decisões.

O gerenciamento de riscos parte justamente da identificação dos acontecimentos que podem afetar os objetivos de um projeto. Metodologias adotadas em empreendimentos públicos consideram etapas como identificação, avaliação, resposta e monitoramento dos riscos.
Para Guilherme Campos, investidor e empresário do setor imobiliário e agro, essa relação entre informação e decisão é relevante para projetos de maior porte. O uso de ferramentas de planejamento não elimina os riscos, mas pode ajudar a torná-los mais visíveis antes que produzam consequências maiores.
Integração reduz retrabalho
Um dos problemas associados à falta de coordenação entre projetos é a descoberta tardia de incompatibilidades. Isso se dá porque uma alteração realizada em uma disciplina pode afetar outras partes do empreendimento, criando a necessidade de correções.
O BIM permite cruzar diferentes informações dentro do modelo e identificar determinados conflitos antes da execução. O governo federal aponta justamente a redução de riscos de atrasos, sobrecustos e retrabalhos entre os potenciais benefícios da metodologia.
Essa característica também modifica a colaboração entre profissionais. Arquitetos, engenheiros, gestores e outros participantes passam a trabalhar com informações mais integradas, desde que existam processos definidos para atualização e compartilhamento dos dados.
Tecnologia não substitui gestão
A adoção de uma ferramenta digital não resolve, por si só, problemas de planejamento. Para produzir resultados, o BIM precisa estar acompanhado de processos, responsabilidades e critérios claros sobre quem produz, atualiza e utiliza cada informação.
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil destacou, em 2026, a importância da coordenação de projetos no contexto do BIM e apoiou a divulgação de um guia específico sobre o tema. A iniciativa reflete a necessidade de preparar profissionais para trabalhar de maneira integrada.
Assim, a tecnologia funciona como parte de uma estrutura de gestão mais ampla. A qualidade das decisões continua dependendo das informações disponíveis e da capacidade das equipes de interpretá-las.
Planejamento digital ganha espaço
A transformação digital da construção civil está associada a uma mudança mais ampla na gestão dos empreendimentos. Em vez de concentrar esforços apenas na execução, empresas podem utilizar modelos digitais para organizar informações e antecipar problemas durante as etapas anteriores.
A experiência de Guilherme Campos como desenvolvedor imobiliário se insere nesse contexto de decisões sobre projetos, investimentos e gestão de riscos. Para empreendimentos de longo prazo, acompanhar ferramentas que aprimoram planejamento e coordenação pode fazer parte da própria evolução da gestão empresarial. Para acompanhar conteúdos sobre mercado imobiliário, inovação construtiva e empreendedorismo, siga @guicamposvlg no Instagram.
